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Feijão: conheça suas origens e sua importância na economia brasileira


Jan 12
  2016

O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de feijão, com produção média anual de 2,8 milhões de toneladas, de acordo com Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Típico produto da alimentação brasileira, o feijão é cultivado por pequenos e grandes produtores em todas as regiões, além de ser um dos alimentos mais antigos do mundo.

Existem muitas hipóteses para explicar a origem desta semente tão usada no país. Arqueólogos dizem que em cerca de 10.000 a.c., o feijão tenha sido utilizado na América do Sul, no Peru e transportado para a América do Norte. Há relatos antigos do feijão que ocorreram na Bíblia, no Egito, nas ruínas de Tróia, no Império Romano, nas cortes inglesas e francesas, onde o feijão fazia parte da dieta dos guerreiros para as guerras, ajudando assim o seu uso e cultivo.

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Já no Brasil, os índios, por volta do século XVI, chamavam o feijão de “comanda” e comiam com farinha. Quando os portugueses aqui chegaram, agregaram a esta refeição e a espalharam por todo o Brasil. Os portugueses trouxeram receitas para o Brasil e alguns ingredientes como orelha, focinho, rabo e linguiça de porco.

O feijão também faz parte do prato principal da culinária brasileira, a feijoada. Há quem diga que a feijoada começou a ser feita nas senzalas a partir do ano de 1549 com a chegada dos primeiros escravos da África. Em outros países utiliza-se o feijão branco ou vermelho para preparar a feijoada. No Brasil, é feita da mistura de feijões pretos e de vários tipos de carne de porco e de boi, e chega à mesa acompanhada de farofa, arroz branco, couve refogada e laranja fatiada, entre outros ingredientes.

Além do papel relevante na alimentação do brasileiro, o feijão é um dos produtos agrícolas de maior importância econômico-social, devido principalmente à mão-de-obra empregada durante o ciclo da cultura. Estima-se que são utilizados, somente em Minas Gerais (o maior estado produtor) na cultura do feijão, cerca de 7 milhões de homens por dia-ciclo de produção, envolvendo cerca de 295 mil produtores.

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Segundo dados da Embrapa, o Brasil já foi o maior produtor mundial de feijão, mas em 2012 e 2013, com quedas de produtividade e produção, perdeu espaço para países asiáticos como Myanmar e Índia, com 3,7 e 3,6 milhões de toneladas, respectivamente. Em 2013, os principais Estados produtores foram o Paraná, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Bahia, com 274 mil toneladas.

Adustina, município situado no nordeste baiano, é reconhecida nacionalmente como a terra do feijão, devido se destacar como uma das maiores produtores desse produto na região. Nesta cidade parte da colheita é manual, mas a maioria do processo é mecanizado.

“O feijão é um ingrediente que mostra a invenção e a memória das cozinhas de diferentes etnias e culturas. No mundo, existem mais de cinco mil tipos. E pesquisas mostram que, no Brasil, 70% da produção ainda vem da agricultura familiar. A mesa da Bahia é rica no uso dos feijões”, diz o antropólogo Raul Lody.

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Conheça algumas curiosidades

O feijão comum possui vitaminas B e C, caseína vegetal, globulina, ácido cítrico, sacarose, entre outros componentes.

O feijão carioquinha recebeu esse nome por causa das listras, que lembram o calçadão de Copacabana. O curioso é que ele só existe há 40 anos, surgido do cruzamento de outros tipos de feijões.

O tipo de feijão mais popular do Pará é o fradão (além do manteiguinha, é bom lembrar). No Ceará, o mais popular é o feijão-de-corda. Em Minas Gerais, é o jalo. No Rio Grande do Sul, é o preto. Na Bahia, o fradinho. No Centro Oeste, o rosinha. Em Santa Catarina, o branco.

Você sabia que o feijão fradinho é o principal ingrediente do baianíssimo (e delicioso, cabe aqui ressaltar) acarajé.

Os nordestinos gostam de usar mulatinho com abóbora e/ou mandioca na receita da feijoada nordestina.

Existem pratos parecidos com a feijoada brasileira em outros países. Todos levam feijões com carne, seja de boi ou de porco. Como exemplos, podemos citar a moçambicana feijoada do Ibo, a romena fasole cu cârnati e o francês cassoulet.

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