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Prefeitos baianos discutem
crise em Brasília
Preocupados com as constantes quedas de
receitas, o presidente da União dos Municípios da Bahia,
Roberto Maia, e mais dez prefeitos, representantes de
associações regionais, estão reunidos nesta quarta-feira
(03/02), com o presidente da Confederação Nacional dos
Municípios, Paulo Ziulkoski, em Brasília.
Na reunião, os prefeitos vão elaborar um
plano de ações para tentar solucionar as quedas da
receitas que permanece em 2010. Só no mês de janeiro, a
queda no repasse do Fundo de Participação dos Municípios
(FPM) foi 24,3% menor que em 2009, agravada pelo aumento
do salário mínimo. "Estamos muito preocupados com a
situação dos municípios, que já estava ruim, e com o
impacto do aumento do salário estamos sem saber o que
fazer para manter nossos compromissos", argumenta
Roberto Maia.
Serão discutidos além das quedas no
repasse, a estimativa para os próximos meses, impacto
dos piso salarial do magistério e do salário mínimo, as
marchas que deverão ocorrer nos Estados, atuação da CNM
em 2010 - com temas prioritários, e outros assuntos
relevantes ao município.
Os prefeitos baianos que estão
participando da reunião são: Antônio Araujo (Ourolândia),
Antônio Rodrigues (Muniz Ferreira), Cesar Silva (Belo
Campo), Izaque Júnior (São Domingos), Jônatas Santos
(Barra do Rocha), Marco Aurélio (Santana), Moacir
Andrade (Itambé), Moacir Leite (Uruçuca), Rogério Costa
(Santo Estevão), Roberto Maia (Bom Jesus da Lapa), Tânia
Yoshida (Conceição do Jacuípe).
Atenção
Prefeitos:prestação de contas
MERENDA ESCOLAR
Dia
15 de fevereiro é o prazo final para que Estados e
Municípios enviem ao Conselho de Alimentação Escolar (CAE)
os documentos que comprovam a utilização dos recursos do
Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). Após
analisar a documentação, o CAE deve elaborar parecer
sobre as despesas efetuadas com os recursos do programa
e enviá-lo, junto com a prestação de contas, para o
Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) até
31 de março. Caso a prestação de contas não seja
encaminhada dentro do prazo, o FNDE poderá transferir os
recursos às unidades executoras das escolas durante 180
dias, com risco de suspensão de recursos após esse
período. Os Municípios devem apresentar no prazo a
prestação de contas dos programas federais de Educação
para que não fiquem inadimplentes junto ao FNDE e não
tenham problemas com os repasses dos recursos.
ATUALIZAR
INFORMAÇÕES NO CADÚNICO
Até
o dia 28 de fevereiro é o prazo final para os municípios
atualizar os dados dos beneficiados pelo Programa Bolsa
Família no Cadastro Único (CadÚnico). As famílias
dependem desta atualização, pois apresentaram
irregularidades nas informações identificadas pelo
Tribunal de Contas da União (TCU). Além de atualizar os
dados dos beneficiados, os gestores municipais devem
enviar as correções ao Ministério do Desenvolvimento e
Combate à Fome (MDS) por meio do Sistema de
Monitoramento de Auditorias de CadÚnico (Simac). Se os
Municípios não conseguirem corrigir as informações do
CadÚnico até o dia 28 deste mês, a Bolsa será
bloqueada, e após o dia 30 de abril, caso as
irregularidades persistam, os benefícios podem ser
cancelados.
COMPLEMENTAÇÃO DO FUNDEB
Dia 29 de janeiro foi depositada aos
Municípios a primeira parcela da complementação da União
ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação
Básica e Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb)
de 2010. Apenas os Municípios dos Estados que possuem
um valor por aluno ano abaixo do mínimo nacional - R$
1.415,97 - recebem complemento ao Fundeb. Este ano, nove
estados serão beneficiados com recursos federais:
Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará,
Paraíba, Pernambuco e Piauí. Em 2010, a complementação
da União corresponde a R$ 7,6 bilhões, equivalente a 10%
dos recursos que Estados e Municípios contribuem para o
Fundeb. É importante que os Municípios tomem
conhecimento das informações divulgadas para organizarem
seu planejamento orçamentário para Educação.
Tesouro Nacional divulga nota
sobre flexibilização da LRF
O Tesouro Nacional
divulgou uma nota de esclarecimento sobre a
flexibilização dos prazos de recondução aos limites de
Despesa com Pessoal e Dívida Consolidada Líquida, em
virtude do baixo crescimento do PIB, conforme o artigo
66 da Lei Complementar nº 101/2000, Lei de
Responsabilidade Fiscal (LRF).
De acordo com a nota, a LRF possibilita a
duplicação dos prazos de recondução aos limites de
Despesa Total com Pessoal e do montante da Dívida
Consolidada Líquida dos entes da Federação, em caso de
crescimento do PIB baixo ou negativo. O fundamento da
prorrogação dos prazo é viabilizar o reenquadramento aos
limites legais em recessão, tendo em vista os efeitos da
crise econômica sobre o nível de arrecadação dos entes.
O Tesouro Nacional considera que esse é
um mecanismo anti-cíclico necessário, já que os limites
da LRF são apurados como proporção da Receita Corrente
Líquida - RCL, diretamente afetada pelos cenário de
baixo crescimento.
Confira a íntegra da nota do Tesouro Nacional.

Merenda
e transporte escolar têm reajuste para 2010
Os recursos federais do Programa Nacional
de Alimentação Escolar (Pnae) e do Programa Nacional do
Transporte Escolar (Pnate) serão reajustados em 37% a
partir do ano que vem. O anúncio foi feito nesta
segunda-feira, 28, pelo ministro da Educação, Fernando
Haddad. Executados pelo Fundo Nacional de
Desenvolvimento da Educação, ambos os programas
repassaram cerca de R$ 2,67 bilhões a estados e
municípios em 2009. Com o aumento, a previsão para 2010
é de que o montante atinja R$ 3,65 bilhões, sendo R$ 3
bilhões para o Pnae e R$ 650 milhões para o Pnate.
Segundo o ministro, a medida servirá para
recompor o poder de compra de alimentos para as escolas
no caso da merenda, que não tinha reajuste desde 2006.
Já para o transporte, o aumento dos valores vai
beneficiar os municípios mais pobres, com mais
matrículas de alunos do campo.
Novos valores
- O cálculo para repasse do dinheiro da merenda a
estados e municípios subiu de R$ 0,22 para R$
0,30 por dia para cada aluno
matriculado em turmas de pré-escola,
ensino fundamental, ensino médio e educação de jovens e
adultos. As
creches e as escolas indígenas e quilombolas, que
recebiam R$ 0,44, passarão a contar com R$ 0,60. Por
fim, as escolas que oferecem ensino integral por meio do
programa Mais Educação terão R$ 0,90 por dia. O Pnae
beneficia cerca de 47 milhões de estudantes da educação
básica.
Usados para manutenção da frota existente
nos estados e municípios, compra de combustível ou mesmo
terceirização do serviço, os recursos do
transporte escolar passarão dos atuais R$ 88 a R$ 125
por aluno ao ano para R$ 120 a R$ 172. Em 2009,
o programa chegou a cerca de 4,8 milhões de estudantes
da educação infantil e dos ensinos fundamental e médio
residentes na área rural. (Fonte: Assessoria de
Comunicação Social do FNDE)
UPB consulta TCM sobre
Fundação Estatal Saúde da Família
A
União dos Municípios da Bahia (UPB) formulou uma
consulta ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM)
sobre questões que envolvem a criação e instituição da
Fundação Estatal Saúde da Família (FESF) nos municípios
baianos.
Na consulta, a UPB coloca o objetivo do
Governo do Estado em propor aos municípios uma nova
entidade jurídico-institucional denominada Fundação
Estatal Saúde da Família, com a finalidade de
desenvolver atividades do Sistema Único de Saúde de
atenção básica, em especial, a Estratégia de Saúde da
Família.
Os aspectos abordados pela UPB na
consulta ao TCM são: quanto a fiscalização dos órgãos
responsáveis (TCE ou TCM), regimes de contrato, como
deve ser contabilizada as despesas, e qual o teto
remuneratório dos empregados (prefeito ou governador).
Essas questões surgiram a partir de uma
reunião entre diretores da UPB com técnicos de saúde
representando a Fundação Estatal Saúde da Família, na
sede da UPB. Os representantes da FESF pediram apoio da
entidade para propor adesão dos municípios para
contratação dos serviços da fundação.
O objetivo da UPB é que esta proposta da
fundação seja melhor analisada para não acarretar mais
prejuízos aos municípios.
Presidente da UPB participa de
campanha contra dengue e
entrega carta ao Ministro da Saúde

O presidente da União dos Municípios da
Bahia (UPB) e prefeito de Bom Jesus da Lapa, Roberto
Maia participou nesta quarta-feira (04/11) no anfiteatro
do Hospital Universitário Prof. Roberto Santos, do
lançamento da campanha nacional "Brasil unido contra a
dengue", apresentado pelo Ministro da Saúde José Gomes
Temporão. A campanha, segundo o ministro, tem como
objetivo mobilizar gestores e profissionais de saúde no
reforço das ações de combate à dengue.
Na Bahia o número de casos de dengue
aumentou neste ano de 2009 em 203,4% em relação ao ano
anterior. O Secretário de Saúde do Estado, Jorge Solla
afirma que esta doença é uma das maiores enfrentamentos
da saúde pública. Na oportunidade agradeceu a parceria
da UPB em incentivar ao combate a dengue, e aos
prefeitos que estão promovendo mutirões de limpeza em
parceria com o órgão estadual.
O ministro Temporão fez uma breve
apresentação da campanha em combate à dengue,
ressaltando a importância de mobilizar, educar e
sensibilizar a população para evitar uma disseminação
maior da doença. A Bahia é um dos seis estados que vão
receber atenção especial do Ministério no controle da
dengue entre 2009 e 2010 por ter apresentado aumento no
número de casos.
Os municípios prioritários da Bahia são:
Alagoinhas, Araci, Barreiras, Bom Jesus da Lapa,
Brumado, Camaçari, Campo Formoso, Candeias, Casa Nova,
Conceição do Coité, Cruz das Almas, Dias D'Ávila,
Eunápolis, Feira de Santana, Guanambi, Ilhéus, Ipirá,
Irecê, Itaberaba, Itabuna, Itamaraju, Itaparica,
Itapetinga, Jacobina, Jequié, Juazeiro, Lauro de
Freitas, Madre de Deus, Monte Santo, Mundo Novo, Paulo
Afonso, Porto Seguro, Salvador, Santo Amaro, Santo
Antônio de Jesus, São Francisco do Conde, São Sebastião
do Passé, Seabra, Senhor do Bonfim, Serrinha, Simões
Filho, Teixeira de Freitas, Valença, Vera Cruz e Vitória
da Conquista.
UPB
pede mais apoio ao Ministério da Saúde
Após o lançamento da campanha, o
presidente da UPB entregou ao Ministro Temporão uma
carta em nome de todos os prefeitos baianos, explicando
que o objetivo da entidade é de defender as causas
municipalistas e, com isso, proporcionar melhores
condições de vida nos municípios. Na carta, Roberto Maia
ressalta a necessidade de credenciamento e financiamento
de serviços na área de saúde que já estão instalados e
em funcionamento, mas são totalmente custeados pelos
municípios.
Foram também solicitados mais garantias
da nova Programação Pactuada e Integrada - PPI 2009, que
evidenciou-se através de estudos, grandes vazios
assistenciais, sem a ampliação e ofertas de novos
serviços. O fortalecimento da Atenção Básica através da
Estratégia de Saúde da Família, com a ampliação da
cobertura populacional, bancada maior parte pelo
município. E por fim, pede ao Ministro apoio para novos
recursos para o Programa de Saúde da Família e para o
teto financeiro de Média e Alta Complexidade do Estado
da Bahia.
Confira a carta na íntegra
Presidente da UPB participa de
audiência pública sobre LRF

Leia mais sobre
o assunto.
UPB visita Tribunal de Contas dos
Municípios
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O presidente da
União dos Municípios da Bahia (UPB), Roberto Maia esteve
na última terça-feira (29/09) visitando o presidente do
Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), o conselheiro
Francisco Netto, junto com os prefeitos de Santo Antônio
de Jesus, Euvaldo Rosa, e de Palmas de Monte Alto,
Manoel Cruz. Na ocasião Roberto Maia colocou ao
conselheiro duas principais preocupações dos municípios
quanto a fiscalização do órgão.
O primeiro aspecto diz respeito a folha
de pagamento das prefeituras, que de acordo com o
presidente da UPB pode atrasar por conta da queda da
receita neste ano de 2009. O segundo assunto refere-se a
aplicação do artigo 42, da Lei de Responsabilidade
Fiscal, que trata dos restos a pagar. O TCM analisava o
grupo de receita pelo valor total, e agora está sendo
analisado por fonte de recursos. A preocupação de
Roberto Maia é que as fiscalizações nesta época de crise
prejudique ainda mais a situação dos municípios, com a
rejeição de contas, e pede ao presidente do TCM mais
flexibilização nessas questões. Francisco Netto afirma
que reuniões estão sendo realizadas para cuidar desses
assuntos.
ESCLARECIMENTO TÉCNICO
FUNDO MUNICIPAL DE
SAÚDE – INSCRIÇÃO NO CNPJ/MF
De acordo com a
Constituição Federal (art. 77, § 3º. do ADCT), Lei
8.142/90, Decreto nº. 1232/94, Portaria GM/MS nº.
204/07, IN/SRF/RFB nº. 748/2007 e Resolução CNS nº.
322/03, os recursos destinados às ações e serviços
públicos de saúde devem ser aplicados por meio dos
Fundos de Saúde, observada a legislação da Receita
Federal do Brasil relativa a inscrição no CNPJ/MF.
Os Fundos de Saúde
deverão utilizar CNPJ próprio que inclusive poderá,
a critério do gestor, se constituir sob a forma de
matriz ou filial, entendendo-se como CNPJ próprio do
Fundo de Saúde aquele em que o mesmo seja
efetivamente identificado no citado cadastro.
Os procedimentos para
inscrição do Fundo no CNPJ/MF estão dispostos no
art. 11, inciso I, e § 1º da Instrução Normativa RFB
nº. 748/2007 e poderão ser realizados através do
site
www.receita.fazenda.gov.br.
Os Municípios que não
regularizarem a situação, providenciando a inscrição
do Fundo Municipal de Saúde no Cadastro Nacional da
Pessoa Jurídica – CNPJ/MF, poderão sofrer
interrupções no recebimento de recursos da saúde.
As informações
completas e maiores esclarecimentos poderão ser
obtidos junto à Coordenação-Geral de Execução
Orçamentária, Financeira e Contábil – CGEOFC, nos
telefones 061. 3315-2630/3709 ou pela Gerência de
Projeto de Apoio à Gestão e Organização dos Fundos
de Saúde, nos telefones 061 3315-2624/3796
Despesas e receitas públicas devem ser
postadas em tempo real na Internet
Os Municípios, a União e os Estados terão
de divulgar a execução de despesas e receitas públicas,
em tempo real, na Internet. A Lei Complementar 131/2009,
sancionada pelo presidente da República Luiz Inácio Lula
da Silva, é resultado do Projeto de Lei Complementar (PLP)
217/2004. E a lei acrescenta o dispositivo nas normas de
finanças públicas voltadas para a responsabilidade na
gestão fiscal, previstas na Lei 101/2000.
Pela nova regra, devem ser divulgados os
gastos com os serviços prestados, bens adquiridos,
beneficiários contratuais dos pagamentos, licitação em
curso e número dos processos para consulta pública. A
lei obriga a transparência das despesas, também, as
Câmaras Municipais, Assembléias Legislativas, Tribunais
de Justiça e o Ministério Público.
O prazo para os Municípios se adaptarem
às novas regras será: um ano, Municípios com mais de 100
mil habitantes; dois anos, Municípios de 50 até 100 mil
habitantes; quatro anos, Municípios com menos de 50 mil
habitantes.
Mais informações na Agência de Notícias
Seminário sobre
"Regime Próprio de Previdência
Social e Operações de Crédito"
Realizado no dia 14/05/2009, na UPB
Apresentação 01 ,
Apresentação 02
,
Apresentação 03
INSS
deve mais de R$ 25 bi para municípios
O
presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB),
Roberto Maia participou na quarta-feira passada (11) de
uma mobilização municipalista previdenciária organizada
pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), em
Brasília, no auditório Petrônio Portella do Senado
Federal. O tema central foi o impacto da previdência nas
finanças municipais e o que a previdência deve e não
paga aos municípios. De acordo com o prefeito de Bom
Jesus da Lapa, o Instituto Nacional do Seguro Social
(INSS) ao longo dos anos vem retendo vultosas quantias
das finanças municipais sob a argumentação de que se
trata de valores devidos pelas prefeituras, medida que
torna muitos municípios ingovernáveis. No entanto,
existe um grande montante de recursos que são devidos
pelo INSS aos municípios sem que haja ações do Instituto
no pagamento destes valores.
No encontro de prefeitos ficou constatado
que o INSS tem uma dívida de aproximadamente R$ 25,4
bilhões com os municípios brasileiros. Desta forma, o
INSS é devedor dos municípios em quesitos como agentes
políticos (R$ 4,5 bilhões), compensação previdenciária
(R$ 4,5 bilhões), súmula vinculante (R$ 13,9 bilhões) e
multas, juntamente com juros (R$ 1 bilhão), o que
totalizaria R$ 25,4 bilhões. Segundo estudo apresentado
pela CNM, também há endividamento das prefeituras junto
ao INSS. Ele defende a amortização de débitos
previdenciários dos municípios (estimados em R$ 22
bilhões) perante a Receita Federal.
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